Ano Novo, Vida Velha; A Ampulheta Não Para!

ampulheta da vida
Ampulheta Da Vida

Acontece que um mal acaba por se tornar num bem, sendo o mal e o bem interessantes ensinamentos, que Nos ajudam a lidar com a convivência Humana.


Terminadas as doze badalas, do rebentar do pirotécnico fogo, entrei em comunicação telefónica com um dos escolhidos da minha lista. Se foi escolhido é porque era meu Amigo, como tal recebeu a mesma mensagem de igual teor à dos outros. Num primeiro encontro, de ano novo, vida velha, pergunta-me a respeito do telefonema, se eu estaria bêbado ou algo parecido. Atónito, daquele inusitado comportamento, procuro saber que mal ” foi feito a Deus”, para se dirigir daquela maneira.
Num ápice, como quem espera a fragilidade do pecador, me expõem o pseudo-mal. Ouvido o relato suspiro de alívio, por nada de anormal ter cometido. Porém, pela força da sua mente, ainda hoje me evita, alimentando inexistente mal. Na minha alegremensagem, propus-lhe, tal como aos outros contactos realizados na mesma altura,a continuidade e um reforço na Amizade para 2014. Sem maldade, ou interesses subjacentes, convidei-o a jogar uma das regras do Nosso Humano jogo: alimentar as Amizades que em Nós depositam, entendendo, ele, o contrário… Não sei! Soube que declinou um excêntrico desejo, contra uma ampulheta que não para.

Acontece que um mal acaba por se tornar num bem, sendo o mal e o bem interessantes ensinamentos, que Nos ajudam a lidar com a convivência Humana. Este, paralelismo, acarreta-Nos uma superior função, perante os outros, saber ouvir, interpretar, entender e, por fim, aceitar o outro. Para tal superioridade é necessário libertar-Nos de preconceitos mesquinhos, arranjados à força de uma desarrumada mente. Cada jogador, optará seguir este caminho ou diferenciar-se dos outros, é escolha de e para cada um. Sem elas, Novo Ano não o é, mas clone do anterior. Propostas semelhantes, são lançadas diariamente por interessados numa harmonia, e, não sendo mais Juiz que os outros, não devem de ser condenáveis. Se a que foi lançada é má, então sou um interno mau, e, assim sendo, continuarei a sê-lo, ensinado pelo bem e o mal. Ambos desenvolvedores de desentendimentos ou interpretações más; é o mal dos Homens, mal de Todos.

Entramos no Novo Ano, logo esquecemos altruísmos e frásicos lembretes, recheados de Amor e Paz, (...). No caso aqui, testemunho esta omissão, quando uns dias antes me ligava a desejar tudo de bom; Paz, Amizade, Amor, etc… Seria um protocolar gesto? Se foi, ficou-lhe bem. Agora, em Ano Novo, relançam-se os dados, da vida velha, ao jogo Humano, dando largas à imaginativa ação, entre bem e mal. Nos dois alvitrados substantivos, caminha a humana raça, gladiando-se na arrogante individualidade, há 2014 anos. Despreocupada na construção de uma nova vida, esquece-se que a ampulheta não para, Todos são jogadores e juízes das suas próprias regras, ganha-se ou perde-se, consoante se lançam dos dados. Quem as esquece ou descura, não pode ser feliz. Para haver felicidade suprema, tem de existir uma sadia vivência entre Seres, nisto convido-Vos, meus assíduos leitores, a não seguirem o exemplo acima, ouçam a voz interior que, essa sim, vos conduzirá à suprema felicidade. 


Mensagens populares deste blogue

Medos Que Nos Fizeram Ser, o Que Não Quereríamos Ser.

Novo Ano