Utopia vs Sonho

Ao longe está o horizonte e nele se encontra a Utopia.
Utopia do Olhar

Acordado do nado que fui, idealizei momentos mágicos, de compreensivas atitudes; palcos com grandes plateias, luzes de ribalta; amistosos encontros; harmoniosas imagens com gente adulta, em toda a inocência de criança.
O Homem me baloiçava para um futuro, de cores e Amor. Lá, encontrei um Mundo sem reservas ou barreiras, tudo era lindo e abundante. A sobrevivência era coisa indiscutível, chegava para todos e…sobrava, todo o lucro, do trabalho, era repartido tanto pelas chefias como pelos trabalhadores, (…). Ao longe, o céu tocava na terra, o Horizonte me chamava, o Homem, que em mim pegava, deixou-me olhá-lo e dar um passo de cada vez. Nos poucos que dei, tropeço, e, caio, desaparece a mão amiga. Os olhos abrem-se e vêm uma realidade oca de tudo o que sonhava. Promessas, futuros, de gente vazia, apoiada por outras gentes. Levanto-me e, louco, sigo pelo real caminho, este que me levará ao incerto, numa utopia de menino.

“O sonho comanda a vida”, escreveu António Gedeão, estão patrióticos simbolismos, a pulularem revoltas e fúrias, cada vez mais presentes, em cada face, cor e língua, num só sentido. Quem nos governa, autorizado está, e, num sonho bem real, conquistam a ganância de poder, aos humildes incrédulos. O delírio é livre, por tal, nada impede de se alcançar, o utópico horizonte.

Não será utopia o caminho para o sonho?

Se não nos deixais sonhar, não os deixaremos dormir”, manifesta frase proferida em diversos Países, contra sistémicas austeridades, impostas aos crentes. Numa vida carregada de angústias, quando o poder é de quem o autorizamos, olhamos o Sol, as nuvens, os pássaros, tudo o que nos rodeia, e desejamos viver, menos, num Mundo melhor. Envenenada liberdade nos oferecem, tolos, corremos atrás do sonho que não é nosso. Se bem alto se grita: “…não os deixaremos dormir”, porque os deixamos sonhar?

Trabalhamos para viver, construímos conforto, segurança, e tudo cai por terras do alheio, á nossa vontade. Grita-se, ataca-se, enxovalha-se o consentido poder, mesmo depois do muito nos tirarem, até ao dia da bonança. Voltam os bons discursos, criando nova ilusão do almejado horizonte, mais uma e outra vez, todavia não vemos o caminho.

Almejo o horizonte, porém, quanto mais caminho mais tropeço e…aprendo que a utopia é a minha companheira. Nesta minha incredulidade, convoco a tua visão para o vídeo, para que não engulas, em seco, nova promessa, vê, lê e medita, por forma a ajudares a, curar, cegueira humana. 

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